” Enquanto os abençoava, distanciou-se deles e era elevado ao Céu. Eles ficaram prostrados diante Dele, e depois voltaram a Jerusalém com grande alegria, e estavam continuamente no Templo, louvando a Deus” ( Lc. 24, 51-53).
Hoje, a Igreja celebra a festa da Ascensão do Senhor Jesus.
O que esta festa representa para nós cristãos?
Uma leitura atenta das Sagradas Escrituras nos faz penetrar neste mistério.O Evangelho de hoje revela que com a Ascensão do Senhor o Pai, leva ao cumprimento perfeito tudo o que sobre Jesus foi anunciado na Lei, nos Profetas e nos Salmos. Na primeira leitura Jesus nostra que a Sua plenitude excede a todo e qualquer conceito humano na visão que Pedro tem sobre os animais impuros e puros Jesus mostra que Ele é Aquele que tudo purifica e que o homem não chame de impuro o que Deus purificou. Já na segunda leitura, São Paulo faz uma oração, que é um autêntico cântico de louvor ao Senhor e nessa expressão de amor derrama todo o seu coração e nos fornece com as mais belas palavras que o coração humano pode formular, uma linda e perfeita definição da glória de Jesus. Em Efésios nos é dado conhecer a plenitude da glória de Jesus. Jesus é a plenitude, João no seu Evangelho, fala que o Verbo de Deus se fez Carne e de Sua plenitude todos nós recebemos graça por graça. Porque a Lei foi dada por meio de Moisés, a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo ( Jo 1,16-18).
A plenitude de Deus, o Pai, é a mesma plenitude do Filho; e por isso Ele, em Sua Ascensão, tomou um lugar muito acima de qualque ” Principado e Autoridade e Poder e Soberania e de todo nome que se pode nomear, não só neste século , mas também no vindouro”. ( Ef. 1,21). Com isso, percebe-se que Jesus é Senhor do tempo e da história.
A plenitude da glória de Jesus é o termo final ao qual qualquer pessoa que deseja trilhar o Seu Camonho de verdade e vida deve chegar ou melhor é a nossa meta final. Jesus é o início e o fim. Qualquer espiritualidade que não comece em Jesus levará à perdição da mesma forma; uma espiritualidade que não conduza a Jeus como termo final, de nada adianta. Ele é o que é. Não existiu e nunca mais existirá na história da humanidade um evento maior que o Evento JESUS CRISTO – Nascimento – Morte e Ressurreição.
Com Jesus, não existe mais puro ou impuro, ” porque tudo ele pôs debaixo de seus pés, e o pôs, acima de tudo, como Cabeça da Igreja, que é o seu Sorpo: a plenitude daquele que plenifica tudo em tudo”. (Ef. 1, 22-23).
Em Cristo senhor,
Fabiana Dantas, autora deste blog.